Jean Bonjorno

Novembro 10, 2009

Foragido

Arquivado em: Sem categoria — jbonj @ 12:34 pm

Estou em fuga
Por um crime que não cometi
Sou foragido da lei

Tenho o rosto estampado nos jornais
O nome sujo na praça
Tudo por um crime que não cometi

Minha liberdade é restrita
A lugares comuns, costumes corriqueiros
Por um crime que não cometi

Sou inocente!
Todo criminoso assim se intitula
Mas digo, que esse crime não cometi

Estou foragido da minha vida
Não vivo desde aquela acusação
Daquele crime que não cometi

Fui acusado injustamente
Como é o costume local
Pelo crime que não cometi

Já nem sei que dia é hoje
Com medo do que vai acontecer
Por causa do crime que não cometi

Quem sabe se tivesse cometido tal crime
Hoje estaria pagando justamente
Talvez fosse melhor

Mas não foi assim que aconteceu
Se tivesse outra chance
Faria o que pra mim não é crime algum

Jean Rodrigo Bonjorno – 16/05/05

Depois de um intervalo mais longo entre um post e outro, mas tá ae…
Essa semana foi meio estranha… mas tá aí…
Leiam, comentem… vambora!!!! hehe

Novembro 4, 2009

Soneto a um vampiro arrependido

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 9:49 pm

Não quero mais sentir o gosto férrido
Do meu coração morto e gélido
Quero sentir a liberdade
Quero ver o sol, a claridade

Eu quero esquecer os amores passados
E todos os desejos guardados
Quero me livrar dessa condição
Será que existe uma opção?

A vida toda procurei perguntas
Pras respostas que nunca achei
Perguntas e respostas, não as encontrei

A vida perdi em alguma esquina
A dor que senti ninguém imagina
Não quero ser mais uma alma defunta

Jean Rodrigo Bonjorno – 23/07/03

Um soneto vampiresco, lembrando o tempo que eu jogava RPG, hoje em dia tá meio raro de juntar o povo, mas quem sabe um dia desses… hehehe
Jogaço hoje… São Paulo tem que ganhar do Grêmio e seguir mais firme que nunca na briga pelo título.
comenta aí povo!!!

Novembro 2, 2009

Espelhos

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 10:32 pm

Vejo no espelho do meu futuro
Uma imagem sem reflexo
Uma consequência de um ato
Contra um ser pequeno e inconstante

Agora vejo-me nesse espelho
Como a ver um esboço de reflexo
Tão pequeno quanto tal ser
E uma pessoa que cresce e me assombra

Por entre trincas ancestrais aparecem
Traços nítidos que refletem tristemente
Um coelho machucado tentando fugir
De uma raposa feroz e faminta

Rachaduras medievais me preocupam
Numa arte-final medonha descubro
Uma pequena formiga sem norte, correndo
De uma furiosa tempestade

Em pedaços quebrados que refletem Adão
Cores mortas me colorem e vejo-me
Como um micróbio assombrado
À sombra de Golias

Jean Rodrigo Bonjorno – 27/11/03

Mais uma poesia pra galera… hehe
Novembro chegou, meu aniversário tá chegando, apresentação do TCC também…
vamo ve o que vai virar… hehe

Outubro 29, 2009

Sonho de um delírio

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 5:25 pm

Não me vejo na escuridão
Só vejo um grande sono
Parecido com um leão, que abocanha
Tudo o que vê pela frente

E logo em seguida vem o sonho
Como uma hiena que se aproveita
Dos restos deixados pelo leão do sono

Na escuridão de uma poesia sinistra
Vejo o tráfego do tráfico de informações
Entre neurônios e hormônios

Vejo na escuridão
A natureza de um sonho
Vejo imagens de anos atrás
Arquivadas em meu BACKUP:

Imagens criadas por mim
Idealizações, que estranho,
Não lembrava desse dia

A minha vida agora
Está mais clara para mim
Entendo por que não entendo

Agora, na claridade, o poeta sinistro
Vê mais um dia nascer

Jean Rodrigo Bonjorno – 23/10/03

Continuando com minhas poesias… espero que estejam gostando, to fazendo uma seleção das que eu mais gosto, pra colocar aqui…
Abraço!

Outubro 28, 2009

Humor Negro

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 6:23 pm

Políticos no Congresso
Zelaya na Embaixada
Cometem tanto excesso
Acham que o país é uma piada

Sarney no Senado
Não larga o osso por nada
O presidente ainda apoia
Tenho certeza, o país é uma piada!

Jean Rodrigo Bonjorno – 19/10/09

Essa é desse ano!!! hahaha
Finalmente, depois de muito tempo… hehe

Outubro 25, 2009

Sinto Muito

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 5:55 pm

Se o amor é pura e simplesmente
Uma palavra
Deixe-a para o mestre das palavras
Configurá-la a sua maneira

Colocar sentimentos adequados
Tirar a dor nela imbutida
Transformá-la em poema, por excelência

Será mesmo o amor indefinido?
Se for, poderia eu, mero mortal
Defini-lo?

Como, quem sabe, talvez
Um poema
De um verso, uma estrofe
E a pura e simples palavra
Amor.

Se sentimentos são só palavras
Então, como poeta, eu digo
Sinto muito

Jean Rodrigo Bonjorno – 16/11/03

Nesse poema eu falo que Matrix – Revolution me deu uma idéia pra começar a escrever, quem lembrar ou assistir de novo, dá um toque ae, que eu num lembro mais o que falava no filme… hahaha
Faz tempo que num vejo…

Outubro 20, 2009

Guerra Sombria

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 11:21 pm

Cadê os feridos?
Cadê os culpados?
Onde estão todos os crimes?
Onde estão os pecados?

Estão todos mortos e submersos
Sob um mar de sangue

É sempre assim que uma guerra termina
Muitos mortos por todos os lados
Inteligências desperdiçadas
Em favor do caos

Bombas criadas para matar
Arsenais de guerrilha, mira a laser
Enquanto isso, educação e saúde
São deixados às moscas

Cadê os sobreviventes?
Cadê os inocentes?
Onde estão as bem-aventuranças?
Onde está o perdão?

Neste mundo?
Estão todos mortos e submersos
Sob um mar de sangue

Jean Rodrigo Bonjorno – 11/1/04

Curiosidades: Escrevi as duas primeiras estrofes no puro breu, sem ver uma linha do caderno, mas até que consegui entender depois… hehehe
E por essa experiência dei o nome a poesia de Guerra Sombria…

é isso ae!!! hehe

Outubro 18, 2009

Sentidos Contidos

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 5:44 pm

Há sentidos diferentes
Contidos em frases ditas sem pensar

Duplos sentidos, o que eu não quis dizer
Sentidos contidos em tais frases
São perigosos fora de um contexto
(sem texto o contexto fica mudo)

Em todo “bom sentido”
há um mau contido

Jean Rodrigo Bonjorno – 28/01/04

Brincadeiras com as palavras, poesia curta!!!
COMENTEM!!!

Outubro 17, 2009

Metrópole Cardíaca

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 2:28 am

Mais uma poesia, um tanto ácida sobre a cidade grande (falou o caipira… hehe), meio floydiana e tal…

Metrópole Cardíaca

Sinto o surrealismo em minhas veias
E os carros fumando meu oxigênio
Eu vi a cidade como um corpo
Um corpo quase morto
Que respira por aparelhos

Eu vejo aviões como mosquitos
Mosquitos que transmitem doenças graves
Um corpo quase morto
Que respira ilusões

A noite que circula em meu corpo
É como um bloco de carnaval
Luzes, cores e neon
A arder a vista…
A prazo, ou quando puder pagar
Pagar com a morte de hemáceas
Até elas ficarem apáticas

E moléstias oportunistas se instalarem neste corpo
No corpo quase morto
Moléstias com M maiúsculos
Que respira ares internacionais
Ares poluidos de hot dog, fast food
Drive in, rent a car

Sinto que meu corpo vai entrar em overdose
Acho que todos esses problemas estão prestes a matar
Meu corpo

Presetes a matar meu corpo quase morto
O corpo quase morto
O quase corpo morto
O morto quase corpo
O quase corpo morto em um torpor voluntário
De idéias e vontades

Jean Rodrigo Bonjorno – 22/10/03

Esse é um pouco mais pesado do que eu lembrava… mas eu gostei dele… espero que também gostem… comentem ae!!!

Outubro 14, 2009

Tempo é Dinheiro

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 8:46 pm

Mais uma poesia minha dos tempos de colegial
Espero que gostem e comentem!

Tempo é Dinheiro

Tempo é dinheiro?
Então dê-me muito tempo
Pois é disso que eu preciso

Meu corpo não é
Feito de engrenagens
Que funcionam o tempo todo

Quero voltar para casa de novo
Um dia desses
Me falta dinheiro pra tudo

O dinheiro todo espero
Ter um pouco de tempo
Para fazer o que gosto

Mas cada vez mais, sobra mês
no fim do meu salário

Carro novo? Caviar?
Acho que nunca verei isso

O dinheiro envelhece as pessoas
E o tempo as deixa mais pobres

Estoou ficando louco
Vejo multidões caminhando
Rumo a algum lugar
Terno e gravata
Rostos sofridos como de quem não dorme
E vive todos os dias perdendo dinheiro
Para ganhar tempo
Ou seria… perdendo tempo, para ganhar dinheiro
Seja o que for, dá no mesmo!

Só uma dúvida me assola
Neste centavo de lucidez
As guerras, são pra gastar dinheiro
ou para matar o tempo?

Ah! Dá no mesmo!
Afinal, tempo é dinheiro!

Pensando bem
Acho que as guerras
São só para matar pessoas.

Jean Rodrigo Bonjorno – 15/10/2003 (amanhã tá fazendo 6 anos, nem tinha visto)

é isso aí galera… agora que ressuscitei meus cadernos, quando achar um bem legal, eu ponho aqui!!! Não deixem de comentar!

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