Jean Bonjorno

Dezembro 14, 2009

Rotina

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 1:30 am
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Bom dia!
Hoje eu acordei animado
Pra começar, já estou acordado
Sentindo o sopro do vento

O sol raiando lá fora
A madrugada que vai embora
Uma corrida no parque
Procuro um porque

Dessa vida corrida
Preso entre quatro paredes
Engravatado e quase louco
Só não fico por muito pouco

Chego em casa cansado e faminto
Engulo qualquer coisa e nem sinto
Seu sabor, só deito na cama acabado
Nem vejo quem está do meu lado

Só quero dormir
Para ver um novo dia surgir
E mais uma vez, seguir a rotina
Boa noite!

Jean Rodrigo Bonjorno – 11/12/09

Poesia saida do forno… aos poucos vou recuperando a velha forma!!!
Ano que vem será muito melhor!!! hehe

Dezembro 9, 2009

Entropia

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 6:25 pm
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Tudo tende ao caos
Eu quero o caminho mais fácil
É a natureza do mundo

É como uma bola de neve
Que dia após dia aumenta mais
Há de chegar o momento
Que num estrondo violento

Tudo irá pelos ares
E como se o mundo fosse recriado
Voltaremos aos dias de paz

Mas o ciclo da vida
E a natureza do mundo
Farão um dia, o caos voltar a reinar
No pobre mundo mortal

Jean Rodrigo Bonjorno 3/11/03

Bom… uma poesia meio caótica… hahaha
Mas sei lá… hehe
comentem!!!

Dezembro 2, 2009

Metamorfose

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 1:04 am
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Espero um dia poder
Transformar em poesia
Tudo o que me aflige
Para depois guarda-las
Em meu baú de espantos

Queria transformar todo meu tédio
E todos meus tormentos
Em música para tocar
Nas rádios imperceptíveis pelo DIAL

Quero um dia
Transformar em um romance
Todos os meus medos
Para vender nas livrarias
do fim do mundo

Queria transformar em contos
Toda minha vaidade
Para jogar em todos os lugares
Mais horrendos já vistos

Queria transformar em crônicas
Tudo o que detesto
E por questão de gosto
Estas deixaria exposta
Para quem quiser ler

Por fim queria transformar
Em vida todos meus sonhos
Aí sim, minha vida seria
Literalmente, um sonho

Jean Rodrigo Bonjorno – 05/09/03

Primeiro post, do primeiro dia, do último mês do ano…
TCC apresentado, tudo certo quanto a faculdade, agora é só esperar e receber o diploma (que não é mais necessário, mas enfim…)
É Natal… tempo de festa, de comer, de comprar, de dar presente, de receber presente…
é Natal… o nascimento…

Isso aí povo…
Comentem!

Novembro 28, 2009

Soneto a Semana de Arte Moderna

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 12:28 am
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É a Semana de Arte Moderna
Essa insana vontade que em meu peito hiberna
De quebrar tudo que é clássico
De ir muito além do básico

É hora de acordar
Com novas idéias européias
Vamos acabar com as epopéias
Está é a nossa chance de mudar

Faz parte o Movimento Antropofágico
De Oswald, criticando o ocidente
Com seu apelo um tanto trágico

Agora eu devo estar doente
Falando do modernismo
Nos modelos do classicismo

Jean Rodrigo Bonjorno – 12/08/03

Como prometido, posto hoje, depois de um tempo longe do blog, com as coisas da faculdade e tal, mas enfim… estou de férias…
Quanto a poesia, é um trabalho do colegial, não reparem nas palavras, na didática. Achei interessante, gosto dele, por isso postei aqui…

Comentem povo… hehe

Novembro 22, 2009

Sobre as Três Mulheres do Sabonete Araxá

Considerações antes de lerem esse poema.
Eu escrevi, com base no poema do Manoel Bandeira, chamado: A Balada das Três Mulheres do Sabonete Araxá
O poema está nesse link: http://www.descubraminas.com.br/DestinosTuristicos/hpg_pagina.asp?id_pagina=1205&id_pgiSuper=

Vamos a minha visão… hehe

Sobre As Três Mulheres do Sabonete Araxá

Quem são as três mulheres do sabonete Araxá?
Estas que de acordo com toda nossa imaginação
Seriam deusas ou musas,
Mas nunca as vi na vida,
Nem estes sabonetes.

Onde estão as três mulheres do sabonete Araxá?
Estariam no Olimpo?
Ou eternizadas em estátuas de granito
Sem braços e com expressões voluptuosas?
Ou seriam meras mortais, envelhecidas pelo tempo?
Fazendo comercial de uma empresa falida que meu avô
Nunca teve apresso.

Seriam elas tão lindas
Como descritas por Bandeira?
Ou seriam apenas mulheres,
Como as mulheres de Atenas?

Três mulheres do sabonete Araxá
A única certeza sobre elas é que
Há uma imensa incerteza a respeito de qualquer coisa delas.
“São amigas, são irmãs, são amantes, as três mulheres do sabonete Araxá?
São prostitutas, são declamadoras, são acrobatas?”

Jean Rodrigo Bonjorno 26/06/03

Já não me lembro se escrevi pra algum trabalho de escola ou foi só a vontade de escrever que bateu, acho que era a segunda opção mesmo… hehehe

O link abaixo é uma adaptação que a turma do meu irmão da faculdade fez sobre o poema do Bandeira.
http://www.youtube.com/watch?v=Z92_2nW35Q8

É isso aí gente…
Falou!

Novembro 20, 2009

A Corrida

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 12:37 am
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Só hoje percebi
Que o tempo aposta corrida
Com nossa compreensão

Quanto mais o tempo corre
Menos entendemos os fatos
E só conseguimos saber
Que tudo já passou e nada aproveitamos

Somos retardatários
Nessa pista reta e sem fim

O único modo de vencermos o tempo
É nos esquecendo dele
Vivendo a vida da melhor forma
Sem preocupação

Jean Rodrigo Bonjorno 25/11/04

Mais uma poesia quase aniversariante… hehehe
Essa é, digamos que, uma viagem doida, sobre a frase “Carpe Diem”

Comentem povo!!

Novembro 17, 2009

Vicissitude

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 3:37 pm
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Precisamos de mudança
Precisamos de uma aliança
Com o novo
Algo de bom para o povo

Uma revolução?
Quem sabe seria a solução?

Sofremos amiúde
Por falta de atitude
Se queremos a plenitude
Precisamos mudar, revolucionar

Quantas revoluções por minuto
Seriam necessárias
Para esse povo sofrido
Chegar ao lugar querido

Este que é deixado ao acaso
Sem casa, num estádio
Ou em barrancos desmoronados
Em baixo da terra

Fome Zero?
Assim espero.

Jean Rodrigo Bonjorno – 22/01/03

amiúde: adv. Repetidas vezes, freqüentemente, a miúdo.
vicissitude: s.f. Mudança das coisas que se sucedem; alternativa, alternância: a vicissitude das estações

Só para esclarecimentos, esse poema é de 2003, logo tem muito das coisas que estavam acontecendo na época e tal!

Comentem!

Novembro 15, 2009

Eu sou um só

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 12:00 am
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Eu sou um só
Eu sou aquele que fala de amor
Eu sou aquele que não sente essa dor
Eou sou aquele, eu sou aquilo
Eu sou o mestre das incertezas
Eu sou um papel, um humor, uma ação

Eu sou os versos e as estrofes
as rimas e as figuras
as chaves e a atadura

Eu sou aquele que lida com utopias
Eu sou o assunto, o tema
Eu sou a certeza e o dilema
Eu sou o tempo e o dinheiro
Dentro de mim eu sou o que quero

Eu sou a força dos fracos
Eu sou a inteligência dos burros
Eu sou a vida de muitos
De muitos que vida não têm

Eu sou um só
Mas posso ser vários
Cada um com uma personalidade
Uma opinião

Eu sou aquele que fala
Eu sou aquele que é mudo
Eu sou aquele que muda
A muda que fala e não muda

Eu sou tudo que pensam
Eu sou nada que falam
Eu sou invisivel e desconhecido

Eu sou um só
Eu sou tudo isso
Eu sou um só
Eu sou poeta
Eu sou um só
Eu sou um mentiroso

Jean Rodrigo Bonjorno – 06/07/03

Gosto muito dessa poesia, tanto que tava fazendo um pequeno livro com minhas poesias, o nome seria “Eu sou um só”. É meio raulseixistico, meio um monte de coisa, fala de Fernando Pessoa, do que é ser poeta, lidar com palavras e tantas coisas, enfim…
Espero que também gostem… hehe
Comentem!

Novembro 10, 2009

Foragido

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 12:34 pm
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Estou em fuga
Por um crime que não cometi
Sou foragido da lei

Tenho o rosto estampado nos jornais
O nome sujo na praça
Tudo por um crime que não cometi

Minha liberdade é restrita
A lugares comuns, costumes corriqueiros
Por um crime que não cometi

Sou inocente!
Todo criminoso assim se intitula
Mas digo, que esse crime não cometi

Estou foragido da minha vida
Não vivo desde aquela acusação
Daquele crime que não cometi

Fui acusado injustamente
Como é o costume local
Pelo crime que não cometi

Já nem sei que dia é hoje
Com medo do que vai acontecer
Por causa do crime que não cometi

Quem sabe se tivesse cometido tal crime
Hoje estaria pagando justamente
Talvez fosse melhor

Mas não foi assim que aconteceu
Se tivesse outra chance
Faria o que pra mim não é crime algum

Jean Rodrigo Bonjorno – 16/05/05

Depois de um intervalo mais longo entre um post e outro, mas tá ae…
Essa semana foi meio estranha… mas tá aí…
Leiam, comentem… vambora!!!! hehe

Novembro 4, 2009

Soneto a um vampiro arrependido

Arquivado em: Poesia — jbonj @ 9:49 pm
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Não quero mais sentir o gosto férrido
Do meu coração morto e gélido
Quero sentir a liberdade
Quero ver o sol, a claridade

Eu quero esquecer os amores passados
E todos os desejos guardados
Quero me livrar dessa condição
Será que existe uma opção?

A vida toda procurei perguntas
Pras respostas que nunca achei
Perguntas e respostas, não as encontrei

A vida perdi em alguma esquina
A dor que senti ninguém imagina
Não quero ser mais uma alma defunta

Jean Rodrigo Bonjorno – 23/07/03

Um soneto vampiresco, lembrando o tempo que eu jogava RPG, hoje em dia tá meio raro de juntar o povo, mas quem sabe um dia desses… hehehe
Jogaço hoje… São Paulo tem que ganhar do Grêmio e seguir mais firme que nunca na briga pelo título.
comenta aí povo!!!

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